Ela se foi, perdida na névoa da irrelevância. Menos uma nuvem cor de chumbo ameaçando a paisagem. Fantasma de si mesma, profeta raivoso pregando pros cactos de um deserto vazio de almas. Implodiu no tumulto dos dias. Sobraram apenas os destroços de uma embarcação, Titanic pra sempre submerso no mar revolto do país dos desalmados. Não vamos sentir saudades.
Aqui, em Santo Antônio dos Mistérios, pelas janelas abertas, no alto do meu morro, sopram brisas frescas depois de um dia tórrido de calor. O cão dorme. Que dia é esse que vai amanhecer depois?
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